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Planos de saúde se tornam mais acessíveis


Empresas oferecem atendimentos de urgência e emergência com mensalidades reduzidas e até carência zero.


Não é novidade que a pandemia do novo coronavírus causou mudanças significativas em diversos setores, principalmente na economia e na saúde. Prova disso é a redução de 254,545 mil beneficiários em planos de saúde médico-hospitalares entre abril e julho deste ano, o que representa uma queda de 0,5% do setor.


De acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), essa redução é explicada devido ao desemprego e a redução da renda das famílias durante a pandemia. O superintendente executivo do IESS, José Cechin, destaca que grande parte dos beneficiários eram oriundos de empresas, que precisaram demitir os colaboradores e cancelar o serviço. Custear um plano de saúde em um momento de incerteza e insegurança financeira é um dos desafios atuais para os brasileiros, que optam por "cortar gastos" e cancelar os convênios.


Adotar estratégias de redução de valores dos planos é uma forma de aumentar a adesão, "já que o desemprego e a redução da renda das famílias leva os beneficiários a não poder manter planos individuais e familiares ou mesmo coletivos", disse Cechin. 


Como ficam os planos de saúde médico-hospitalares ?

O comportamento do setor vai depender dos rumos que a covid-19 poderá tomar no Brasil, do comportamento das pessoas e das ações dos poderes público e privado. É o que avalia o superintendente executivo do IESS, José Cechin, que esclareceu que o comportamento do mercado de planos de saúde médico-hospitalares está atrelado ao saldo de empregos formais no país, uma vez que a maioria dos planos são coletivos empresariais, ou seja, oferecidos pelas empresas aos seus colaboradores.


Dados

Em julho, 37,7 milhões de beneficiários, o que correspondente a 80,7% do total, tinham plano de saúde médico-hospitalar coletivo, sendo 83,5% plano coletivo empresarial e 16,5% plano coletivo por adesão. Por faixa etária, o único grupo que mostrou expansão em julho em relação a abril deste ano e a julho de 2019 foi o das pessoas com 59 anos de idade ou mais, com 34,463 mil novos beneficiários, alta de 0,5%.

O IESS informou ainda que a maior queda, em números absolutos, em beneficiários de planos médico-hospitalares entre julho de 2019 e julho de 2020,  ocorreu no estado de São Paulo (50,289 mil), enquanto Goiás aumentou em 30,334 mil beneficiários.


Planos odontológicos

Até mesmo os planos exclusivamente odontológicos sofreram o impacto da pandemia, segundo o IESS. Embora tenha mantido crescimento de 2,7% no período de 12 meses, encerrado em julho deste ano com 675 mil novos beneficiários, a modalidade perdeu 318,697 mil vínculos (1,2%), entre abril e julho. A maior queda foi registrada entre os planos coletivos (1,3%), o que corresponde a 275 mil beneficiários.

O tipo de plano coletivo também é maioria entre os planos exclusivamente odontológicos. No último mês de julho, 20,4 milhões (84%) de beneficiários tinham um plano coletivo, dos quais 89,2% eram do tipo coletivo empresarial e 10,7% coletivo por adesão.

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